Ontem fui ao lançamento do filme de Hevécio Ratton, O mineiro e o queijo, um documentário sobre a origem da fabricação artesanal do queijo em Minas Gerais e as dificuldades que este enfrenta hoje com uma legislação feita em 1952 vinda de países mais frios e não adaptada a nosso país de clima tropical. Na minha opinião, o que pude perceber do que o filme documentou, é a falta de pesquisas vindas de universidades ou pesquisadores isolados para que o fruto destas pesquisas torne-se material para que uma nova lei seja feita em substituição a antiga lei. Certamente por envolver um produto que compete com a grande indústria do leite e seus derivados, as pesquisas nesta área não decolam, salvo o que a universidade de Viçosa já fez, o que possibilitou que a lei dentro do Estado de Minas Gerais, baseado nestas pesquisas esteja atualizada e balizada em procedimentos científicos. Isto faz com que a lei federal torne o queijo artesanal, fabricado com leite cru, impedido de circular oficialmente para outros estados. Alterando-se a lei federal espera-se um aumento da distribuição deste produto e a possibilidade de se ter um preço melhor para o produtor, que terá oficialmente um mercado maior para vender seu produto.
O vídeo abaixo está escuro por ter sido feito num celular, mas tem a voz de Hevécio Ratton na abertura da cessão de estréia do filme, O mineiro e o queijo.
Um link para uma imagem captada na abertura:
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